sábado, 14 de agosto de 2010

PRÁTICAS INOVADORAS NA EDUCAÇÃO

São estratégias pedagógicas que sejam efetivas na produção do conhecimento e que estejam em consonância com as diretrizes educacionais da educação básica.
A educação não deve ser apenas compreendida e centrada na escola, sala de aula, mas uma educação concebida como aprendizado constante que investe na aquisição de novos conhecimentos, novas estratégias, de forma contínua.

Será a integração da tecnologia à educação um sonho?
Teoricamente, não existem mais dúvidas de que a tecnologia tem de fazer parte do cotidiano escolar. Os motivos para tanto também parecem estar chegando a um consenso entre os especialistas em tecnologia educacional. De um lado, são apresentados motivos práticos: se a tecnologia está disponível no mundo, quem não dominá-la será considerado um excluído digital. A escola não pode se furtar ao seu papel de democratizar o acesso e o conhecimento das novas tecnologias de informação e comunicação (ver: OECD, 2005; Pretto, 2003; Faria, 2002).
De outro ponto de vista, também são apresentados motivos pedagógicos para se defender a integração da tecnologia à educação: já é praticamente um consenso de que professores que utilizam as NTIC com seus alunos tendem a desenvolver práticas pedagógicas mais variadas que colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem. Esses professores tendem a desenvolver mais o papel de facilitador e de orientador e menos o papel de transmissor do conhecimento. Essa abordagem pedagógica parece mais adequada às necessidades do cidadão do século XIX, que precisa, cada vez mais, desenvolver as habilidades de pesquisa, trabalho coletivo e de produção de conhecimento. (ver: Ramal, 2000; Bracewell et alii., 1998; Riel e Becker, 2000; Barbosa et alii., 2002; Morais, 2000, Kenski, 2003) Um ponto, no entanto, em que ainda pairam muitas dúvidas é a respeito de como proceder para promover essa integração da tecnologia com o cotidiano escolar.
É certo que é necessário formar professores e equipar as escolas. Mas as perguntas permanecem: que formação oferecer? Como equipar as escolas? Chega-se a perguntar se é possível oferecer os recursos e a formação necessários para atingir as necessidades educacionais do novo milênio. Como afirma Ramal (2000):
“Podemos ter certas dúvidas sobre a possibilidade de, no contexto social brasileiro, encontrarmos os recursos necessários para, além de dotar as escolas de computadores, formar professores capazes de fazer um uso crítico dos meios de comunicação e da tecnologia, passando de simples usuários para ‘estrategistas do conhecimento’, sabendo como e quando usar a informática para aprimorar ou desenvolver as capacidades cognitivas do alunado.”
São muitos os autores, como Faria (2002), que defendem que a escola tem de se reinventar. É verdade que a escola tem muito a se desenvolver e que os processos de mudança em um contexto escolar são, aparentemente, bastante lentos (Barbosa et alii, 2002). No entanto, reinventar-se é muito difícil. Ao ler uma proposta tão ampla como esta muitos professores e diretores devem se perguntar Por onde começo a me reinventar?.
O que percebemos, no entanto,é a apresentação da dúvida a respeito da possibilidade de se integrar tecnologia à educação no contexto brasileiro, é que podemos, sim, oferecer os recursos e a formação necessários para que professores e alunos utilizem tecnologias de informação e comunicação de maneira crítica e significativa. Como demonstram os outros casos do presente livro e Assumpção et alii (2006), escolas de educação infantil, de ensino fundamental e de ensino médio já têm algumas boas notícias a oferecer nesse quesito. Entendemos que, ao oferecer acesso a recursos tecnológicos dos mais variados e apoio ao professor a respeito de como utilizar tais recursos, muitas escolas estão conseguindo desenvolver suas práticas pedagógicas rumo à integração da tecnologia à educação sem que seja necessário se reinventar completamente. Os professores vão conhecendo os recursos, descobrem como eles podem ser úteis e desenvolvem suas práticas de um ano para o outro, baseados no conhecimento que já têm sobre o que é ensinar e aprender.


Pensando neste contexto, que sugestões de estratégias inovadoras podemos utilizar na Prática Pedagógica? Deixe seu comentário.